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Bons rapazes, grandes Homens

Bons rapazes, grandes Homens

Level Up - Part II

08.11.18 | Jack Sparrow

Se definir a minha masculinidade fosse fácil, nunca teria dedicado tanto tempo a pensar nisso. No post anterior identifiquei o vazio que existe entre quem somos e quem queríamos ser, e como a vida nos obriga a preencher os espaços entre estes dois seres.

 

Se, como eu, só a ideia de desistir te faz vomitar em revolta, então precisamos de nos começar a concentrar nas decisões que fazemos hoje. Precisamos de estar focados mais que tudo na nossa intenção, pois sem intenção somos nada.

Então, que tipo de homem eu quero ser?

Bem sei que esta é uma questão difícil e injusta para responder, se definir masculinidade fosse fácil, nem precisaria de escrever sobre isso. Uma verdade por demais importante acerca da vida, é que não precisamos de saber mais nada para além do nosso passo seguinte Passamos a maior parte das nossas vidas a agir com base no conhecimento que pensamos ter nos nosso próximo passo.

 

Talvez o seguinte para alguns. Conduzimos para todo o lado em que conhecemos a estrada e quando saímos dela, confiamos que depois dessa saída e estrada se irá mostrar a ela mesma. Não conseguimos ver o próximo passo até que nos encontremos a caminho dele. O mesmo se aplica para uma carreira. Família. Amor. Todas as coisas nos são reveladas quando precisarmos de as conhecer.

 

Claro que a minha prerrogativa requer que interiorizamos que “só cá estamos para curtir a viagem”. Ganhar controlo requer que o cedamos completamente em primeiro lugar. Aceitar este conceito contraditório tem sido a força motriz da minha vida nesta altura. Então quando me refiro em ser o homem que queria ser, tudo o que eu quero dizer é para que tenho de conhecer os valores e princípios do homem que eu quero ser. Se estiver concentrado em construir energia masculina, isto significa que serão elementos como paixão, alegria, energia, arrojo, força, otimismo, gratidão, jovialidade,apreciação e empatia.

 

Muitas destas coisas alargam-se para além de conceitos tipicamente masculinos e que incorporam uma perspectiva maior de viver uma vida mais preenchida. Quando percebermos que elementos melhor te definem, vivê-los conscientemente torna-se mais fácil. Fazem se decisões que se alinham com o homem que tu queres ser e que se alinha com esses elementos enquanto perguntamos a nos mesmo se “esta acção é aceitável para a pessoa que eu quero ser?”. Nao quem eu sou, mas quem quero ser. Concentra-te na próxima curva, na próxima saída, em perceber para onde o veículo está a ir e não onde actualmente está.

 

Isto e tão piroso com simples, mas consigo afirmar que sempre que questionei desta forma os meus estilos de vida, comportamentos, atitudes ou ideias, a minha resposta foi sempre “nao, nao e para aqui que tu queres ir” ou “sim, estás no caminho certo” A razão pela qual isto funciona e porque estamos olhar para o panorama geral e não o imediato. Efectivamente, consigo ver o que mais me vai beneficiar a longo prazo e por consequência, a mudança ocorre a longo prazo. Lentamente, mas seguramente. Decisão a decisão.

 

Claro que irão haver percalços, irei falhar algumas vezes, afinal errar é humano e não há problema nisso..mas, isto não pode nunca ser a desculpa para regredir para o estado de homem-menino completamente. Deixo aqui um segredo (grátis): a vida não é justa, é mesmo uma merda as vezes. Deixem de ficar à espera que o mundo vos dê aquilo que querem ou de pensar que alguém vos deve alguma coisa quando vocês mesmo nao estao dispostos a fazer o trabalho que custa fazer para atingir o que se propõem.

 

Como poderemos então lidar com este inevitáveis percalços? Buscando incessantemente a perfeição. Perfeição no sentido de tentar fazer a melhor decisão possível com a informação que nos é dada, e que as circunstâncias requerem numa determinada situação. Fazer isto todos os dias e até quando as coisas não resultam como esperamos, podemos assim então aceitar que tentámos com propósito e demos o nosso melhor.

 

Finalmente, temos de ser capazes de aprender com esses percalços. Um falhanço nada mais é que uma oportunidade de fazer melhor da próxima vez, por isso aproveitem ao máximo esta verdade universal que a vida nos dá.

 

Então a escolha realmente ficará no Homem que eu quero ser. Estou contente em ser alguém abaixo daquilo que eu mereço ser para mim, ou quero ser mais para mim especialmente quando eu sei que os outros que eu prezo e amo também merecem o meu melhor?

 

A questão: “porque fazer isto?” não é sequer uma questão. Uma questão implica uma escolha, será que eu tenho mesmo uma escolha senão ser a melhor versão de mim mesmo?