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Bons rapazes, grandes Homens

Bons rapazes, grandes Homens

In Love with an Idea

15.08.18 | Jack Sparrow

“A couple rebel top gun pilots

Flying with nowhere to be

Don't know you super well

But I think that you might be the same as me”

 

 

Será possível apaixonarmo-nos por alguém que nunca conhecemos?

Todos sabemos que isto não é possível, no entanto… não conseguimos tirar a outra pessoa da cabeça.  Já me perguntaram anteriormente se seria possível apaixonarmo-nos por alguém que ainda temos de conhecer em pessoa e a minha resposta foi “claro que é possível - eu amo a Britney Spears e já estou até planear o casamento, assim que descobrir a morada dela envio-lhe o convite”, contudo assim que essa fantasia foi sacudida com a idiotice inerente, a resposta mais honesta que pude dar foi que dependia das circunstâncias. Quer dizer, não podemos simplesmente olhar para um punhado de fotos, vídeos e gravações de som e apaixonarmo-nos.. pois não?

 

Pelas minhas ruminações mentais, pesquisas e leituras, tinha chegado a conclusão que este é de certa forma um assunto amplamente ignorado onde não há sequer um senso comum e que se observa uma dicotomia simplista de sim/nao e fim da história.

 

Até que um dia me aventurei pelo mundo do online dating e comecei perguntar a mim mesmo essa mesma questão que tão pouca reflexão mereceu tempos atrás - Podemos mesmo apaixonarmo-nos por alguém que ainda não conhecemos?? E sem um momento de hesitação a minha resposta foi um rotundo …. SIM!

 

Sim, podem pensar que sou louco, mas apaixonarmo-nos por alguém não é um evento superficial; luxúria e superficial e assim que se atravessa a moldura que protege a tela, tudo o resto e exatamente como esperamos.

 

Apaixonarmo-nos por alguém começa por tentarmos conhecer essa pessoa e ter conversas cheias de significado com ela. Será que realmente interessa se forem feitas por e-mail, telefone, ou skype.. Não me parece. Apenas é necessário que sejam honestas.

 

Se as conversas te fizerem sorrir, rapidamente vais começar a abrir-te e a expor as tuas motivações, pensamentos e reações, os gostos e nao-gostos, sonhos e expectativas, segredos e inseguranças; sentimos que podemos falar de tudo e que nos sentimos confortáveis e a vontade em nos exprimirmos e sermos nós próprios com essa pessoa. Podemos ter coisas em comum e tudo parece serenamente natural e fluido quando se comunica com essa pessoa.

 

Começamos a perceber que estamos sempre a pensar nessa pessoa apesar de tentarmos não o fazer. Estamos a ver o telefone a toda a hora, a espera que o nome dessa pessoa apareça num pop up de alerta de mensagem, e quando finalmente vem, o coração salta uma batida de tão excitado. Deixa-nos fora de nós o facto que essa pessoa consome os nossos pensamento e entra em tudo o que fazemos. Segue-se a tortura de saber que essa pessoa não está a 1 metro de distância e instala-se a saudade e a ânsia de estar com ela.

 

Começamos a duvidar do nosso raciocínio lógico e perguntamo-nos a nós mesmos “e se”...? Por brincadeira, começamos a imaginar o que poderemos fazer juntos, planos para nos encontrarmos, falar de tudo o que ainda temos de falar; nada tem barreiras nessa altura, e ficamos até confortáveis a falar de sexo.

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Então, após algum tempo de contacto constante, apercebemo-nos que há algo de diferente nisto tudo. Começamos a preocupar-nos genuinamente com essa pessoa e pelo seu bem estar, apesar de ainda nem sequer a termos conhecido pessoalmente

 

Começamos a pensar que esta pessoa é uma figura constante nos nossos pensamentos e por reacção, procuramos ajuda e conselhos aos nossos amigos, que nos dizem que apenas estamos a projectar a idealização da “ideia” dessa pessoa, dizem para sairmos do sonho e ir dar uma volta para respirar a realidade. Essa pessoa não é real, ainda não nos conhecemos e não pode haver paixão.

 

Começamos então a questionar-nos se realmente e possível apaixonarmo-nos por alguém que ainda temos de conhecer? Apesar disto, não conseguimos sacudir esta ideia ridícula depois de toda a lógica e razão serem aplicadas; sabemos que essa pessoa é genuína e sabemos como nos sentimos.

 

Gastamos tempo a conhecer a outra pessoa apesar da distância, a um nível emocionalmente mais profundo antes de combinar um encontro; poderá já ter havido comunicação por skype ou videochamada e assim sabemos qual a sua real aparência.  Nisto apercebemo-nos que poderemos estar realmente a apaixonar-nos por essa pessoa e não apenas pela projecção da “ideia” de pessoa ideal.

 

Sim, concordo que terão de ser considerados outros fatores importante como sexo, se gostamos do cheiro especial dela, como come e como faz tudo o resto da sua vida, mas a maior parte destas coisas podem ser negociadas com um pouco de objetividade e um perfume diferente.

 

Sou da opinião, que este mundo tem 7.4 milhões de pessoas , e por isso porque teremos nós de nos restringir em encontrar uma relação dentro de um raio pré-definido de interacção? Tecnologia é maravilhosa e nos aeroportos podemos ir de A a B em menos de nada.

 

O amor nunca é igual, vem e celebra-se em variadíssimas formas e circunstâncias, amor é sobre aproveitar oportunidades e arriscar desde que estejamos enquadrados nas circunstâncias específicas e desde que sejamos corajosos o suficiente, tudo pode acontecer.

 

Por isso respondo a mim mesmo um rotundo SIM. Absolutamente.

 

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