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Bons rapazes, grandes Homens

Bons rapazes, grandes Homens

Bons rapazes, grandes Homens

08.07.18 | Jack Sparrow

Este blog é o meu vislumbre de como a masculinidade esclarecida pode sobreviver no século 21. Até aos meus 36 anos, eu acordava todos os dia, olhava para o espelho e dizia: “Eu achava que sabia o que significava ser homem”. Eu pensei que sabia o que significava ser bom. E agora percebo que nao sei. Vou tentar abrir as portas da minha consciência a partir deste momento devido ao meu divórcio, onde perdi quem eu achava que ia ser a mulher da minha vida; talvez mais tarde consiga escrever sobre isso. Entrei nesta relação a amar uma pessoa e sai dela a amar duas. Os meus dois filhos vão ser o meu porto de abrigo, e devido a eles, tenho o dever de registar como eu vou encarar a nossa vida a 3 daqui para a frente para eles poderem ver que, mesmo que nao consiga ser o pai que eles precisam, pelo menos vou tentar ser um bocadinho melhor todos os dias. Irei deixar aqui o que aprendi durante todo este processo se um dia eles quiserem conhecer melhor o pai deles, e assim poderem tirar as suas próprias conclusões. Vou tentar explorar a minha percepção sobre o mundo dos homens e a masculinidade de uma forma que muito pouco costumamos falar, abordando as questões que são mais relevantes para a vida dos homens. Vou tentar escrever sobre sobre os vários fenomenos sociais que mais preponderância vão ter na minha vida a 3 - paternidade, família, sexo, ética, gênero, desporto e envelhecimento. O conteúdo quer refletir a multidimensionalidade dos homens - somos alternadamente engraçados e sérios, provocativos e pensativos, sérios e alegres. E pretendo fazer isso sem juízos de moral mas desafiando as noções culturais sobre o que um “homem de verdade” deve ser. Os homens de hoje não são os palhaços insensatos, obcecados por sexo, nem os robôs estóicos que a nossa cultura tantas vezes faz parecer. A nossa comunidade é inteligente, compassiva, curiosa e de mente aberta; esforçam-se para ser bons pais e maridos, cidadãos e amigos, para liderar pelo exemplo em casa e no trabalho, e para entender seu papel em um mundo em mudança. Tudo o que eu nunca me preocupei em aprender até agora e que apenas quando caiu o céu na minha cabeça percebi que tinha de aprender. Quero ter apenas as “conversas que mais ninguém tem” sem me preocupar com o meu papel de gênero na sociedade.

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